Refluxo gastroesofágico



Refluxo: Sintomas, Causas E Como Tratar O Problema

Dr Juliano Pimentel
refluxo gastroesofágico, ou refluxo, é uma doença digestiva em que os ácidos presentes dentro do estômago voltam pelo esôfago, ao invés de seguir o fluxo normal da digestão. Esse movimento é conhecido como refluxo e irrita os tecidos que revestem o esôfago, causando ossintomas degradáveis (1).
Se não for tratado adequadamente, o refluxo pode causar danos graves a longo prazo.
Devido a regurgitação de ácido, cicatrizes de tecido no esôfago inferior pode resultar em: estreitamento do esôfago, câncer de esôfago e tosse crônica (3, 4).
Saiba agora quais são as causas e sintomas dessa doença.
Não deixe de ler e compartilhar.

Refluxo

Refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago e em direção à boca, causando dor e inflamação. Isso acontece quando o músculo que deveria impedir que o ácido do estômago saia do seu interior, não funciona como deveria (2).
O grau da inflamação causada no esôfago pelo refluxo vai depender da acidez do conteúdo do estômago, e da quantidade de ácido que entra em contato com a mucosa do esôfago; podendo causar uma doença chamada esofagite.
O revestimento do estômago o protege contra os efeitos de seus próprios ácidos, mas o esôfago não possui essa proteção, provocando a sensação desconfortável de queimação, chamada azia.
A força da gravidade contribui para o refluxo quando o indivíduo permanece deitado; a obesidade também pode contribuir, já que a gordura abdominal faz pressão no estômago e facilita o refluxo gastroesofágico.

Sintomas 

Os sintomas de refluxo podem ser tratados com mudanças na dieta, para evitar complicações a longo prazo.
Se você sentir qualquer um dos seguintes sintomas de refluxo, é vital mudar de hábitos e procurar orientação médica.
Os principais sintomas de refluxo incluem:
  •         Azia
  •         Gosto amargo na boca;
  •         Tosses;
  •         Boca seca;
  •         Irritação da gengiva, incluindo sensibilidade e sangramento;
  •         Mau hálito;
  •         Regurgitação de ácido ou alimentos;
  •         Inchaço após as refeições e durante episódios de sintomas;
  •         Náusea;
  •         Vômitos;
  •         Fezes pretas;
  •         Dificuldade em engolir (possível sinal de estreitamento do esôfago);
  •         Perda de peso;
  •         O desconforto piora quando você se dobra;
  •         Queimação no estômago que pode subir até à garganta;
  •         Dor de estômago, na laringe e/ou faringe;
  •         Arroto;
  •         Indigestão
  •         Irritação crônica da garganta.
Fique atento a esses sinais e procure o seu médico caso eles persistam.

Causas

Contrariamente à crença popular, os sintomas de refluxo não são causados por muito ácido no estômago. Estudos afirmam que o ácido estomacal insuficiente muitas vezes causa os sintomas. Sem níveis adequados de ácido, a digestão é mais trabalhada, muitas vezes causando sintomas desagradáveis.
Hérnia de hiato também pode causar os sintomas desagradáveis de refluxo ácido. O diafragma ajuda a separar o estômago do peito; uma hérnia hiatal é quando a parte superior do estômago se projeta acima do diafragma, permitindo que o ácido escape (7, 8).
Outra causa comum é a gravidez.
Durante a gravidez, o bebê pode colocar pressão extra sobre a válvula esofágica, causando a liberação de ácido e sintomas de refluxo ácido. Elevar a cabeça durante o sono, beber chás de ervas e comer refeições menores podem ajudar.
Bem como a gravidez, o excesso de pesopode colocar pressão extra sobre as válvulas e esfíncter que permitem a libertação de ácido. Além disso, a obesidade é frequentemente associada a baixos níveis de ácido do estômago.
Grandes refeições são outro culpado. Um estômago excessivamente cheio coloca pressão excessiva sobre o diafragma, fazendo com que o ácido saia.
Se você é fumante, também vale ficar atento. Fumar cigarros prejudica os reflexos musculares e aumenta a produção de ácido, e deve ser evitado por quem sofre de refluxo. (Aliás, por todos)
Alguns medicamentos, incluindo ibuprofeno, relaxantes musculares, algumas prescrições de pressão arterial e aspirina também podem causar refluxo. Leia as bulas e discuta alternativas com seu médico.
Azia pode ser o primeiro sintoma de uma infecção por H. pylori, que é comum em dois terços da população. Quando não tratada, esta infecção pode causar câncer de estômago (9).
Até mesmo o exercício físico excessivo pode causar refluxo (10).
Por último, a deficiência de magnésiopode levar a um funcionamento inadequado do esfíncter que impede que o ácido escape.

Dieta Para Quem Tem Refluxo


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Refluxo: Kefir Pode Ajudar A Aliviar. Imagem: (Divulgação)

Praticamente todos os estudos de pesquisa feitos sobre a doença, apontam para dieta como um fator contribuinte para a melhora ou piora dos sintomas.
Enquanto o intestino de cada um de nós é diferente e têm diferentes sensibilidades alimentares, que desencadeiam a doença, há alguns reincidentes que causam sintomas de refluxo (11).
Entre os alimentos que podem piorar o refluxo estão:
  •         Álcool;
  •         Bebidas gaseificadas;
  •         Bebidas energéticas;
  •         Açúcar;
  •         Adoçantes artificiais;
  •         Comidas fritas;
  •         Óleos vegetais, incluindo óleo de canola;
  •         Alimentos picantes;
  •         Alimentos processados;
  •         Milho e batata;
  •         Chocolate;
  •         Tomates e produtos à base de tomate;
  •         Grãos.
Por outro lado, há alguns alimentos que melhoram os sintomas.
A dieta nestes casos deve se concentrar em alimentos integrais. Uma alimentação rica em legumes frescos, frango e carnes magras pode ajudar a reduzir os sintomas associados a essa deonça. Além disso, é importante adicionar salsa, gengibre e erva-doce a sua dieta (12).
Consuma também os seguintes alimentos:
  •         Kefir e iogurte equilibram as bactérias saudáveis no estômago, ajudando na digestão e acalmando o trato digestivo;
  •         Vinagre de maçã ajuda a equilibrar o ácido do estômago, e diminuir os sintomas;
  •         Vegetais de folhas verdes;
  •         Alcachofras;
  •         Aspargo;
  •         Pepinos;
  •         Abóbora;
  •         Atum e salmão;
  •         Gorduras saudáveis, incluindo óleo de coco e ghee;
  •         Amêndoas.
Aumentar a ingestão de fibras, apoiar bactérias saudáveis com alimentos ricos em probióticos e suplementos, reduzir os grãos e comer proteína de alta qualidade ajudará a proteger o trato digestivo, equilibrar a função hormonal e ajudar a prevenir muitas doenças crônicas graves.
Confira o artigo que escrevi mais detalhado sobre este assunto: “Dieta Para Quem Tem Refluxo Gastroesofágico.

Tratamentos Naturais

Consuma uma dieta saudável, evite gatilhos de alimentos prejudiciais e procure orientação médica.
Além disso, há alguns tratamentos naturais que ajudam a aliviar os sintomas.
Pesquisas em andamento estão focando não apenas em medicamentos, mas também em modificações no estilo de vida, incluindo mudanças na dieta, acupuntura, ioga, exercícios, perda de peso e terapias alternativas.
Confira alguns dos melhores tratamentos naturais:
Água de coco – é rica em potássio e eletrólitos que ajudam a manter o corpo hidratado. Beber água de coco ajuda a controlar os sintomas.
Limão – adicione uma fatia de limão fresco a sua água todos os dias.
Tratar o estresse -Ele os sintomas; por isso, incorporar técnicas de relaxamento em sua rotina diária pode ajudar. Isso pode incluir yoga, meditação ou caminhadas (13).
Não comer demais – coma pequenas refeições para permitir que os alimentos sejam digeridos adequadamente. Grandes refeições e comer em excesso exercem pressão extra sobre o esfíncter, o que pode resultar em regurgitação de ácidos e alimentos não digeridos.
Para de fumar – fumar piora os sintomas da doença.
Restrinja o Álcool
Use roupas leves – evite roupas apertadas e cintos, especialmente durante as refeições.
Dê preferência aos alimentos de verdade e restrinja o consumo de alimentos processados, fritos e açucarados. 
A mudança de hábitos e na alimentação podem ajudar a tratar os sintomas incômodos do refluxo. Sempre acompanhados de orientações médicas.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.

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